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Alergia ao leite de vaca

Mais comum na infância, essa doença é rara e passageira:
tende a desaparecer após os três anos de idade
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Fontes: Flavio Steinwurz, gastroenterologista do Hospital Israelita Albert Einstein, e Mayo Clinic

Fontes: Flavio Steinwurz, gastroenterologista do Hospital Israelita Albert Einstein, e Mayo Clinic

O leite é fonte de proteínas de alta qualidade. Mas uma delas, em especial, faz com que ele se torne um alimento proibido para algumas pessoas: a caseína. Ela é o gatilho para a alergia à proteína do leite de vaca (ou APLV), uma doença rara, que atinge entre 1,5% e 2% dos brasileiros, principalmente na infância.

Essa alergia é uma reação do sistema imunológico à presença da caseína. Ao ser identificada como um elemento perigoso para o organismo, ela sofre um ataque de um anticorpo, a imunoglobulina E (ou IgE). Por isso, se um alérgico ingere leite ou seus derivados – em qualquer quantidade –, sofre reações na pele, no sistema respiratório e no intestino. Alguns sintomas imediatos são coceiras, chiado na respiração e vômitos. Poucas horas depois, o alérgico sente dores abdominais e náuseas e tem coriza, diarreia ou constipação.

A única maneira de evitar essas reações é deixar de consumir leite e seus derivados. “A exclusão deve ser completa, pois a menor quantidade de caseína pode desencadear uma forte alergia”, afirma Flavio Steinwurz, gastroenterologista do Hospital Israelita Albert Einstein. Em alguns casos, é possível consumir leite de outros animais. “A caseína é diferente em cada espécie. Pode ser que a criança não tenha, por exemplo, alergia ao leite de cabra. Mas isso só pode ser definido com orientação médica”, completa.

A APLV manifestada na infância costuma ser passageira e regride por volta dos três anos de idade. Conforme as crianças crescem e seu sistema digestivo amadurece, seu organismo tende a reagir menos ao leite. Por isso é essencial ter acompanhamento médico para saber se é possível reintroduzir o leite em sua alimentação.

O diagnóstico dessa alergia em geral é feito após uma avaliação clínica dos sintomas, dos hábitos alimentares e do histórico familiar. O médico também pode pedir um exame de sangue que mede a quantidade de anticorpos que atacam a caseína, a imunoglobulina E (IgE).

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